domingo, 8 de março de 2009

Ira


Tenho pena de quem cruzar o seu caminho. E espero que você nunca mais cruze o meu. Não gosto de promessas. Evito não ouvi-las. Você não sabe o que é cumpri-las.
Não sabe de muita coisa. A própria vida te ensinará. Mas você não irá entender.
Sua mente seleciona apenas a resposta, porém você nunca saberá de onde ela vem.
Antes uma estrada sem fim. Hoje dois caminhos. Estou a decidir. Você foi ferido.
Vejo gotas de sangue em um deles. Por mas que queira, não vou segui-lo.
Me lembro da sua última expressão ao me ver. Susto? Não estás preparado.
Cadê toda a sua coragem? Eu era seu incentivo. Agora não estou ai. Diga adeus.
Chegou o momento de experimentar do próprio veneno. Não me espere. Mas irei te encontrar. Enquanto ainda não vou, sigo a procura de um antídoto para a minha raiva, que me tortura.
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Por Marcy.

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